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Aproveitamento total: 6 resíduos de origem animal que podem gerar nova fonte de renda

Abatedouros, frigoríficos, casas de carnes, açougues e supermercados costumam gerar resíduos, também chamados de subprodutos de origem animal – comestíveis ou não. A lista inclui peles, ossos, vísceras, cascos e sangue. “Tudo pode ser reaproveitado de alguma forma”, afirma o pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Pesca e Aquicultura, Leandro Kanamaru.

A opinião é compartilhada pela professora associada do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Carmen Contreras Castillo. De acordo com a docente, a carne é uma commodity, enquanto os subprodutos têm variedade de uso. Por esse olhar, é possível ampliar a receita com a comercialização completa de um animal, não apenas da proteína. Acompanhe 6 tipos de resíduos podem gerar lucro para sua empresa.

1. As peles dos animais vindos de frigoríficos bovinos vão para curtimento.

2. Vísceras como fígado, tripas e coração podem ser destinadas ao setor de miúdos, tornando-se alimento humano. E ainda que parte desses subprodutos não sejam desejados pelos brasileiros, alguns têm boa aceitação na América Latina e Ásia.

3. As vísceras podem ainda ser aproveitadas junto com ossos e sangue e outros tecidos na produção de farinhas.

4. Sangue também pode ser usado para alimentos. Plasma e células vermelhas podem ser utilizados em produtos quanto em meios de cultura, não especificamente para alimentos. Albuminas e proteínas, por exemplo, podem ser acrescentadas a alimentos e têm propriedades emulsificantes, inclusive em pó, para serem adicionadas a hambúrgueres e salsichas, desde que até um limite de 10% para não alterar o sabor.

5. Em abatedouros de frango, penas podem ser aproveitadas na elaboração de farinhas para alimentação animal.

6. Na categoria de subprodutos não comestíveis, a gordura por exemplo pode ser utilizada por empresas de cosméticos.

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