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Como fazer a exportação de carne suína para a Coreia do Sul

Como fazer a exportação de carne suína para a Coreia do Sul

Está claro que a Coreia do Sul é um potencial grande comprador de carne suína e o Brasil tem tudo para ser um grande vendedor, como já dissemos em um artigo exclusivo. Porém, nos adequar para esse mercado é fundamental.

Para exportar carne suína para lá, é necessário cumprir a regulamentação estabelecida pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Em relação a questões procedimentais, Laura Torres, da área de importação e exportação da IBSolutions explica que o exportador deve ter registro junto ao órgão atestando que possui condições sanitárias e de produção adequadas. Assim, em etapa posterior, é possível realizar a habilitação para exportação dos produtos de origem animal e certificação internacional para atuar no comércio internacional.

Em relação aos requisitos demandados pelos sul-coreanos, a ausência de febre aftosa na região sul é um grande diferencial. “O governo brasileiro tem relatado que a condição de ausência de febre aftosa em alguns estados na região Sul do país foram o diferencial para a autorização das operações de exportação de carne suína para o país parceiro”, afirma Laura.

Relacionamento internacional é importante para o Brasil conquistar esse mercado

Para conseguir vender aos sul-coreanos, o exportador interessado deve estar obrigatoriamente registrado no Ministério de Segurança Alimentar (Ministry of Food & Drug Safety – MFDS) daquele país. “Ele receberá visitas in loco das autoridades sul-coreanas para avaliar as condições sanitárias de sua propriedade e dos animais.”

A avaliação sanitária dos produtos é requisitada pelo governo da Coreia do Sul desde a produção até a chegada da mercadoria no país. Esse processo inclui revisão documental, teste de amostras com avaliações em campo e em laboratório”, complementa Laura.

Outro ponto importante, em discussões de exportação no geral, é a rotulagem. A Coreia do Sul exige que no rótulo do produto estejam identificadas e dispostas em coreano as seguintes informações: país de origem, informações nutricionais e de identificação do produto. Se adequar nesses requisitos é uma prioridade.

Toda operação de exportação apresenta desafios, mas há sempre caminhos para superá-los. Como todo processo no interior de uma empresa a exportação demanda planejamento e comprometimento das empresas”, finaliza Laura. Assim, mesmo com um cenário razoavelmente positivo para a exportação, é necessário que o produtor esteja amparado por profissional ou empresa da área, assim seus riscos e dificuldades serão diminuídos e o relacionamento externo será aprimorado.

A conquista do mercado sul-coreano com a carne suína brasileira é uma ótima notícia! Aproveite e compartilhe essa notícia com seus colegas!

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