Boas Práticas

Entenda porque utilizar embalagens de XPS para seus produtos

Uma grande preocupação dos consumidores, atualmente, é comprar produtos em embalagens que proporcionem um correto acondicionamento dos mesmos, prolonguem a vida útil e mantenham todas as propriedades organolépticas desejáveis. Ao mesmo tempo, elas devem ser mais sustentáveis, ou seja, recicláveis, fazendo com que seu descarte afete minimamente o meio ambiente.

Neste mesmo contexto, embalagens de produtos cárneos também vêm sendo motivos de preocupações por parte dos consumidores, sendo inclusive componente obrigatório e decisivo para o sucesso comercial da venda de qualquer tipo de proteína animal.

Para atender esse consumidor, um novo tipo de embalagem destinado exclusivamente ao acondicionamento de produtos cárneos vem ganhando cada vez mais espaço nas prateleiras de mercados. Estamos falando do Poliestireno Extrudado, ou, como é mais conhecido, XPS.

Conversamos com Lilian Victorino e Antonio Cabral, especialistas na área de embalagens e professores do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia. Eles nos contam mais sobre esta importante tecnologia para a produção de embalagens sustentáveis para o acondicionamento da proteína animal.

O que é o XPS? Quais suas características básicas?

Nos últimos anos o XPS vem sendo bastante utilizado no contato direto da embalagem com a matéria-prima cárnea. Ele possui os mesmos constituintes do Poliestireno Expansível (EPS – popularmente conhecido como Isopor®), mas sua produção é feita de forma um pouco diferente.

No processo do EPS ocorre injeção de gás, que será responsável pela expansão do polímero, onde a aglomeração dos grânulos gerados ocasiona aquele aspecto característico do isopor®. Já no processo de obtenção do XPS, a estrutura celular fechada e homogênea é obtida por um processo de extrusão.

Veja a seguir a indicação dos professores sobre algumas das características mais pertinentes às embalagens de XPS:

  • Possuem propriedades que garantem bom isolamento térmico, além de apresentarem baixa condutividade térmica;
  • Possuem peso reduzido com boa absorção de impactos;
  • São 100% recicláveis;
  • São inertes quimicamente, além de resistentes à água, óleos e ácidos.

As embalagens de XPS são realmente seguras?

As características apresentadas no tópico anterior já garantem boa segurança do XPS no acondicionamento de produtos cárneos. No entanto, os professores indicam que as embalagens de XPS podem ser consideradas bastante seguras uma vez que são produzidas de acordo com as boas práticas de fabricação, atendendo aos requisitos estabelecidos pela legislação brasileira vigente.

Além disso, eles citam que o XPS é livre de CFC (Clorofluorcarbonetos) e HCFC (Clorodifluorometano), estando em conformidade com a Resolução RDC no. 91 de 11/05/2001 da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que menciona que uma embalagem que mantem contato direto com um alimento não deve permitir a migração para o mesmo de substâncias tóxicas ou contaminantes em níveis superiores ao máximo estabelecido.

Apesar de as embalagens de XPS  serem 100% recicláveis, os professores ressaltam que toda embalagem a ser utilizada no acondicionamento e contato direto com o alimento não pode ser produzida com matérias-primas recicladas, de acordo com a Resolução RDC n 105 de 19/05/1999 da ANVISA. Portanto, ponderar esta resolução é fundamental para garantir a seguridade do alimento.

Como acondicionar produtos cárneos na embalagem de XPS?

Os professores Lilian e Cabral indicam que o uso de embalagens de XPS é indicado para os diversos tipos de proteínas, pois é totalmente atóxico. Porém, assim como qualquer outra forma de acondicionamento, as embalagens de XPS que terão contato direto com o alimento deverão estar isentas de qualquer sujeira ou outros agentes contaminantes que possam comprometer a segurança do alimento.

As embalagens sempre são confeccionadas de modo a atender todos os procedimentos de boas práticas de fabricação, além de cumprirem todos os critérios exigidos pela legislação”, explicam.

Segundo os professores, com base no tipo de proteína e nas condições de armazenamento, a indústria de embalagem desenvolve uma série de soluções com o objetivo de promover maior tempo de vida de prateleira. Algumas tecnologias, inclusive, incluem a utilização de filmes que propiciam barreira a determinados gases, como por exemplo, o oxigênio.

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