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Tudo o que você precisa saber sobre exportação de carne suína para a Ásia

Exportação de carne suína para a Ásia Tudo o que você precisa saber

A China atualmente é o país que mais consome carne suína no mundo. Historicamente, o país sempre conseguiu manter sua autossuficiência na produção de suínos mas, devido ao aumento exponencial do consumo, desde 2007, precisa importar a carne para suprir a demanda interna.

Para se ter uma ideia, desde 2007 o crescimento anual da importação de carnes suínas pela China é de aproximadamente 150%.

Os números são impressionantes, mas o alto consumo de carne suína não se limita à China. Outros países da Ásia, como Taiwan e Coreia do Sul, também têm se destacado cada vez mais como grandes potências importadoras desse tipo de carne.

Consumo per capita de carnes suínas em alguns países asiáticos

  • China: 40 Kg / Ano
  • Taiwan: 39 Kg / Ano
  • Coreia do Sul: 81 Kg / Ano

Para fins de comparação, o consumo per capita de carne suína no Brasil é de apenas 14 Kg / Ano.

Exportação de suínos no Brasil

Segundo dados da  CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o Brasil é quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo, devendo manter-se nessa posição até 2018.

Contudo, apesar do país produzir aproximadamente 37 milhões de cabeças de suínos por ano, o volume ainda é bastante inferior quando comparado aos líderes mundiais de exportação de suínos: China, União Europeia e Estados Unidos, com respectivamente 51% e 20% e 10% do mercado mundial.

Como exportar suínos para países asiáticos?

Devido ao crescimento exponencial no consumo de suínos dos países asiáticos como China e Coreia do Sul, o desejo de exportar carnes suínas têm sido cada vez mais comum entre os produtores e empreendedores brasileiros.

Afinal, não é à toa que a exportação de carnes suínas no Brasil tem batido recordes atrás de recordes, chegando a crescer 39% entre Setembro de 2015 e Setembro de 2016.

O crescimento, segundo o presidente-executivo da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Francisco Turra, também é consequência de uma redução dos custos de produção:

“Vimos uma reação do preço médio cambial no mercado internacional, o que ajudou a compensar a valorização do real frente ao dólar. O fator ‘custo de produção’ também influenciou esse contexto”.

Todo o processo no Brasil é regulamentado pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e devem também seguir as legislações específicas da Anvisa para produção de carnes e produtos cárneos.

No geral, o processo para se exportar carnes suínas no Brasil consiste três etapas básicas:

1. Obtenção do SIF

O SIF (Serviço de Inspeção Federal) é a certificação do MAPA que atesta a regularidade sanitária, técnica e legal das instalações, equipamentos e processos utilizados na produção de qualquer alimento comercializado no âmbito nacional.

2. Habilitação para exportar

A habilitação para exportar é regulamentada e concedida pelo Dipoa (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal), da SDA (Secretaria de Defesa Agropecuária) do Ministério da Agricultura.

Além de permitir que os produtos sejam vendidos no comércio exterior, essa habilitação também inclui o nome do produtor na lista geral dos estabelecimentos exportadores – disponível no site oficial do MAPA e consultada regularmente pelas entidades importadoras.

3. Contrato Internacional

Uma vez que o produtor está habilitado pelo Governo Brasileiro a exportar carnes suínas, o mesmo deverá entrar em contato com as empresas interessadas em importar o produto para a Ásia e, a partir disso, discutir particularmente as exigências e condições do contrato.

Vale lembrar que, além das exigências do MAPA, o produtor também deve se atentar às exigências do governo do país para o qual deseja exportar a carne suína. Geralmente essas exigências são passadas pelo produtor no momento da prospecção e estão mais relacionadas à segurança alimentar do produto.

Quais são os cortes mais procurados?

As preferências em relação ao corte da carne suína podem variar bastante de acordo com o país asiático. Por exemplo:

  • Japoneses preferem o lombo e a parte superior da paleta.
  • Chineses gostam de sabores mais fortes e por isso dão preferência às partes menores, como toucinho e costela.
  • Sul-coreanos, por sua vez, preferem as partes mais ricas em gorduras e por isso importam mais cortes da parte superior da paleta, barriga e lombo.

Cuidados ao exportar suínos para a Ásia

Apesar do mercado asiático ser menos exigente à qualidade do produto como os países europeus – característica resultante de uma demanda com crescimento constante e exponencial -, existem alguns cuidados que o produtor de carne suína deve ter ao exportar seus produtos para a Ásia.

O custo é um deles. Por se tratar de uma região muito mais distante, o produtor deve estar atento aos custos envolvidos no transporte e comercialização internacional do produto. O ideal é sempre solicitar que o importador arque com todos os custos de transporte, mas caso não seja possível, os gastos também devem ser levados em consideração na hora de determinar o preço.

Outro cuidado fundamental está relacionado às exigências particulares de cada país importador. A Ásia é uma região extremamente diversificada e, por isso, o mesmo produto que cumpre as exigências de um país não irá necessariamente cumprir as exigências de outros – os cortes citados anteriormente são ótimos exemplos disso.

Com isso em mente, sempre procure obter o máximo de informações com a empresa importadora antes de enviar o produto.

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