Boas Práticas

Sabe a diferença de programas de ergonomia entre açougues, abatedouros e frigoríficos? Especialista explica

A ergonomia corretamente utilizada tem sido um fator de aumento de produtividade das empresas, da qualidade dos produtos e, também, na qualidade de vida dos profissionais. Uma das principais aplicabilidades da ergonomia no ambiente laboral é identificar os potenciais riscos ergonômicos de cada atividade. De acordo com a especialista em ergonomia, Denise Magaly Francato, este aspecto considera o ambiente necessário para exercer movimentos exigidos na atividade de trabalho, além do impacto que o corpo humano sofre às transformações constantes de temperatura no ambiente.

Confira as diferenças na aplicação de ergonomia para açougues, abatedouros e frigoríficos:

Açougues: Segundo Denise, as atividades nesse local são de origem mais artesanal e o esforço braçal para a manipulação e transporte de carnes, a manipulação na desossa e cortes torna-se um trabalho exaustivo.

Caso sejam identificadas necessidades de adaptação ergonômicas, como o dono do estabelecimento ou responsável que estará diretamente realizando essas atividades e sofrendo com as condições de trabalho, as transformações tendem a acontecer mais rapidamente.

Abatedouros: As atividades são de natureza de elevado esforço físico, posturas inadequadas para manipulação de carnes com consequências de fadiga devido ao esforço na manipulação e carregamento, apesar da repetitividade não ser comum nessas atividades mas existem movimentos bruscos que podem ocorrer os riscos de doenças ocupacionais.

Frigoríficos: Com algumas características similares aos açougues e abatedouros são de natureza de elevado esforço físico com atividades repetitivas, postura inadequada no desempenho de algumas funções, fadiga devido ao esforço e tempo de exposição, exigência de cumprimento de metas e principalmente as diferenças extremas de temperaturas coloca a Indústria frigorífica como um ambiente em potencial para as mais diversas doenças ocupacionais.

“O segmento é muito competitivo no mercado e a produtividade é um fator agravante levando a sérios problemas ergonômicos nos aspectos organizacionais e problemas psicossociais como o estresse e síndrome de burnout”, explica Denise.

Artigo AnteriorPróximo Artigo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *