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Você sabe quais são os três principais mitos sobre a carne em que o consumidor acredita?

Você sabe quais são os três principais mitos sobre a carne em que o consumidor acredita?

A carne faz parte da dieta do ser-humano desde sempre, porém muitos não a consomem na quantidade ideal por medo dos supostos perigos que seu consumo pode causar; “Toda carne tem hormônio, causa câncer ou está cheia de resíduos tóxicos”, dizem…

No entanto, muitos destes “perigos da carne” são mitos que podem colocar a perder todo o trabalho de fazendas, empresas de melhoramento genético, além de frigoríficos. Esses mitos se espalham facilmente pois ainda há muita desinformação. Para amenizar o problema, cabe aos profissionais da área tentar desmistificar tais mitos e elevar o conhecimento do consumidor sobre a carne brasileira.

Principais mitos da carne brasileira

Infelizmente, vários são os mitos acerca da carne brasileira. Sergio Raposo de Medeiros, pesquisador em Nutrição Animal na Embrapa Gado de Corte (Empresa de Pesquisa Agropecuária), nos conta sobre os principais.

#1. Carne bovina recebe hormônios

Um mito bastante recorrente indica que o gado recebe aplicação de hormônios para engordar. Medeiros comenta que apesar de hormônios exógenos serem usados em bovinos em todos os grandes exportadores de carne e serem considerados seguros, no Brasil, seu uso é proibido. “Essa proibição ocorreu por questões de estratégia comercial nos anos de 1980 e não por critérios científicos”, explica.

Assim, se houver o uso de hormônios exógenos, essa ocorrência é irregular. “Todavia, o número de ocorrências de carne com resíduo de hormônio exógeno detectado pelo monitoramento de rotina, feito pelas autoridades brasileiras, tem mostrado que o uso destas substâncias é bastante raro”, comenta o pesquisador.

#2. Carne bovina causa câncer

Medeiros comenta que esse mito ganhou ares de verdade quando, em 2015, o IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer) fez o alerta que “o consumo de 50 g de carne processada por dia aumenta a chance de câncer colo-retal em 18%”.

Neste contexto, o pesquisador da Embrapa faz uma ressalva: “Essa decisão foi muito contestada, pois, quando o valor de aumento de chance da doença é menor do que 20%, normalmente, desconsidera-se o risco. Além disso, faz toda a diferença a citação da ‘carne processada’ (embutidos, por exemplo) e não à in natura”.

#3. A carne apresenta muitos resíduos tóxicos

Os consumidores costumam apresentar medos relacionados aos contaminantes de forma geral (caso dos resíduos de antibióticos e inseticidas, metais pesados, etc.). Porém, Medeiros comenta que a forma de produção predominante no Brasil (sistema extensivo – em pastagem), e com animais recebendo pouquíssimos insumos (como inseticidas, antibióticos, vermífugos e quaisquer outras substâncias químicas), mostra que a carne brasileira é bastante “limpa” em relação aos resíduos.

Isso se confirma, pois são raras às vezes em que ocorrem ‘não conformidades’ com a carne brasileira nas centenas de países para os quais exportamos”, explica o pesquisador da Embrapa.

Os mitos da carne são muitos e precisam ser desmistificados. Faça a sua parte compartilhando este artigo com seus amigos!

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